ENSINO E APRENDIZADO EM ENGENHARIA QUÍMICA: DESAFIOS E PERSPECTIVAS DE MODERNIZAÇÃO NA ERA DIGITAL

Autores

  • Moisés Teles dos Santos Universidade de São Paulo/Escola Politécnica/Departamento de Engenharia Química

Palavras-chave:

Palavras-chave, engenharia química, transformação digital, modernização, inovação, metodologias ativas, sala de aula

Resumo

Este artigo traz reflexões baseadas em literatura interdisciplinar sobre o processo de modernização do ensino em engenharia química. Inicialmente, é destacado que o processo de modernização do ensino é sobretudo o ato ou resultado de uma ação no ambiente de ensino: a sala de aula (física ou virtual).  São mencionadas as principais mudanças sociais causadas pela transformação digital, e suas consequências para o espaço da sala de aula. São indicados então 3 eixos de modernização para que o processo de ensino-aprendizado contemple os desafios contemporâneos: conteúdo, forma e infraestrutura. Conteúdos técnicos e comportamentais são discutidos, destacando-se a importância da articulação de ambos para a formação de competências. Neste sentido, o papel do professor é rediscutido e é proposta uma adaptação da Taxonomia de Bloom para professores. É discutida ainda a importância dos conteúdos técnicos como vetores da inovação tecnológica, com exemplos acadêmicos e industriais de como as novas tecnologias estão sendo disseminadas em áreas de atuação do engenheiro químico. É reforçada a ideia de que o ensino ativo deve estimular a formação de estudantes conscientes de seus deveres sociais e institucionais. Como conclusão, recomenda-se que a pesquisa em ensino de engenharia química deve ser ampliada no Brasil em torno de objetivos que tragam benefícios sociais amplos (energia, meio-ambiente, saúde e educação).

Biografia do Autor

  • Moisés Teles dos Santos, Universidade de São Paulo/Escola Politécnica/Departamento de Engenharia Química

    Moisés Teles dos Santos – Graduação em Engenharia Química pela Universidade Federal do Ceará (2004). Mestrado em Engenharia Química pela Universidade de São Paulo (2007). Doutorado em Engenharia de Processos e Meio-Ambiente pelo Institut National Polytechnique de Toulouse na França (2010). Trabalhou como engenheiro de pesquisa no LGC (Toulouse, França) desenvolvendo ferramentas computacionais para valorização da biomassa. Atualmente é Professor Doutor no Departamento de Engenharia Química da Escola Politécnica da USP. Foi Diretor Secretário e Diretor Tesoureiro da Associação Brasileira de Engenharia Química - ABEQ (2015-2018) e Editor da Revista Brasileira de Engenharia Química. Tem trabalhos e publicações na área de ensino de engenharia química e atualmente coordenada um projeto CAPES BRAFITEC de intercâmbio Brasil-França de alunos de graduação em engenharia química.

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Publicado

2023-04-24